O debate em torno da tese do chamado “marco temporal de ocupação” das terras indígenas tem sido apresentado, muitas vezes, como uma controvérsia técnica, restrita ao universo jurídico. Nada poderia ser mais enganoso. Trata-se de uma disputa sobre memória histórica, justiça constitucional e o próprio significado de civilização em um país marcado pelo colonialismo interno. Para compreender o problema, é necessário partir de um ponto básico, frequentemente omitido no debate público: as terras tradicionalmente... Читать дальше...