Sempre desconfio quando o mundo endurece de uma vez só e o centro cultural parece descobrir a crise como novidade. Guerras, colapsos democráticos, avanço da extrema direita, inteligência artificial fabricando mentiras em escala industrial -tudo vira pauta urgente, conceito curatorial, texto de LinkedIn e desabafo nos stories. Enquanto isso, na periferia brasileira, o mundo duro nunca foi episódio. Sempre foi a nossa tela inicial do Windows. É daí que o jeitinho brasileiro nasce e vira
arte.
Leia mais (01/07/2026 - 04h00)