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Sua roupa pode estar trabalhando contra você

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Errar no vestir não tem relação com falta de bom gosto. Na maioria das vezes, está ligado à ausência de orientação e à repetição de hábitos que fomos acumulando ao longo do tempo. Homens e mulheres fazem algumas escolhas equivocadas diariamente no trabalho, em eventos sociais e até em situações informais. Quando a imagem não comunica quem somos ou o que desejamos transmitir, ela gera em nós desconforto, insegurança e pode criar uma percepção equivocada por parte das outras pessoas.  A seguir, destaco erros comuns, mas a boa notícia é que todos eles têm solução prática e ajustes simples. Conforto não é sinônimo de desleixo Um erro recorrente é associar conforto a roupas largas demais, ou desgastadas pelo uso, que acabam passando uma imagem descuidada. Uma boa camiseta de algodão que vista bem no corpo, um tênis casual em couro bem cuidado, uma calça alfaiataria com ajuste na região da barriga para não apertar, todas essas peças são superconfortáveis e passam longe de um visual desleixado e não comprometem o bem-estar. Sempre observe se a peça te veste bem, se tem um bom tecido e se não está desgastada pelo uso, com bolinhas, manchas, desbotamento, etc. Excesso de informação visual Outro erro comum é exagerar nos elementos do visual. Muitas estampas, cores, texturas ou acessórios competindo entre si criam um resultado pesado e, muitas vezes, datado. Elegância está diretamente ligada ao equilíbrio. Escolher um ponto de destaque (que pode ser a blusa, o sapato, o acessório...) e manter o restante do look mais neutro traz sofisticação, atualiza a imagem e facilita combinações no dia a dia. Desconsiderar o contexto Usar roupas informais demais em situações que pedem mais cuidado, ou formais em excesso para ocasiões simples é um erro bastante comum. Saber se vestir bem envolve leitura de ambiente: local, horário, objetivo do encontro e tipo de convite. A imagem adequada transmite respeito, segurança e inteligência emocional, sem necessidade de exageros. Ignorar o próprio biotipo e as peças que valorizam o corpo Escolher roupas sem considerar o próprio biótipo é um erro bastante comum. Muitas pessoas insistem em modelagens que não favorecem suas proporções corporais, o que pode criar um visual desequilibrado, encurtar a silhueta ou destacar regiões que a pessoa prefere suavizar. Isso não tem relação com tamanho de roupa ou padrão estético. Tem relação com proporção, estrutura e intenção. Cada corpo possui linhas predominantes, volumes e pontos de equilíbrio que, quando respeitados, tornam o visual mais harmônico e elegante. Pequenos ajustes fazem grande diferença: escolher comprimentos que alonguem a silhueta; valorizar a linha dos ombros ou da cintura; optar por cortes mais retos ou mais estruturados, conforme o corpo pede; entender quais tecidos acompanham melhor o movimento do corpo. O que vejo muito, por exemplo, são pessoas que têm muito volume de tronco (busto, ombros, barriga) e pernas finas, usando justamente blusas e camisetas largas em cima e calças justas embaixo. Isso reforça a desproporção e não valoriza em nada. É o famoso visual casquinha de sorvete. Vestir-se para agradar os outros Talvez o erro mais profundo seja se vestir com base apenas na opinião alheia ou em tendências que não representam a própria identidade. Cada pessoa é única e é aí que está a graça. Ter estilo não é sobre copiar referências ou outras pessoas, ou apenas usar o que está na moda, mas sobre coerência entre quem você é e a maneira como você escolhe o que vestir, claro que com bom senso e de acordo com os ambientes que você frequenta.














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