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Secretaria de Desenvolvimento registra mais de 12 mil imigrantes internacionais em Goiás

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Em 2025, Goiás registrou 12.769 imigrantes internacionais distribuídos pelos 246 municípios do Estado. Os dados são do Observatório Estadual de Refugiados, Migrantes e Apátridas de Goiás, vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), e foram repassados ao Jornal Opção.

Segundo a gerente de Direitos Humanos da Seds, Biany Lourenço, os números dizem respeito a pessoas regularizadas, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e que se encontram em situação de vulnerabilidade social. De acordo com ela, esse público é o foco do 1º Plano Estadual de Políticas Públicas para Refugiados, Migrantes e Apátridas, lançado em março de 2025.

“O governo quis entender qual era esse fluxo migratório dentro do estado de Goiás — lembrando que temos migrantes nos 246 municípios — e, a partir disso, a gerência começou a realizar esse monitoramento”, afirma.

Ainda segundo Lourenço, foi a partir desse levantamento que surgiu o observatório. “Desde então, fundamos o Observatório para captar esse número e entender as necessidades desses migrantes, para que possamos disponibilizar as políticas públicas previstas no plano de governo”, explica.

O plano estadual contempla diversos eixos, entre eles assistência social, segurança alimentar, acesso à moradia, saúde pública, educação e combate à xenofobia. Conforme a Seds, a população migrante se concentra principalmente em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde e Valparaíso de Goiás. Venezuela e Cuba aparecem como os principais países de origem.

Já dados do DataMigra, plataforma da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), apontam que Goiás possui 26.411 imigrantes residentes, considerando pessoas em todas as situações cadastrais. Desse total, 15.881 são homens e 10.520 mulheres. A maior parcela é formada por venezuelanos (10.975), seguida por haitianos (1.949) e colombianos (1.937).

No mercado de trabalho formal, o DataMigra indica que 1.594 imigrantes estão atualmente empregados em Goiás. Em 2025, foram registradas 7.454 contratações e 5.639 desligamentos, o que resultou em um saldo positivo de 1.815 trabalhadores migrantes no Estado.

Para Biany Lourenço, o número ainda é inferior ao potencial e reflete uma problemática nacional relacionada à emissão da carteira de trabalho para migrantes, que enfrenta entraves burocráticos. Ela também aponta que há receio por parte de empregadores em contratar trabalhadores que ainda não possuem a carteira física.

“Esse problema não é só do estado de Goiás. Precisamos avançar enquanto União. É necessário um diálogo mais próximo com o Ministério do Trabalho para entender como está sendo feita a emissão da carteira de trabalho da pessoa migrante, porque isso foge da alçada do Estado”, afirma.

Plano estadual

Desde a criação do plano, a Seds tem buscado facilitar o acesso dos migrantes a benefícios governamentais, como o Bolsa Família, o Cartão Dignidade e programas de Jovem Aprendiz.

Além disso, a secretaria promove, duas vezes por ano, cursos de Direitos Humanos voltados a gestores municipais e agentes dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), com o objetivo de sensibilizar e orientar sobre o atendimento e a inserção de migrantes no mercado de trabalho.

“A Seds oferece um curso de Direitos Humanos que acontece duas vezes por ano, no qual trabalhamos com os gestores municipais — especialmente no atendimento dos Cras — para orientar sobre como realizar o atendimento e a contratação do imigrante”, explica Lourenço.

A gerente também destaca que a pasta mantém um termo de cooperação com a Polícia Federal para auxiliar na triagem documental, incluindo o acesso ao Sistema do Comitê Nacional para os Refugiados (Sisconare). A iniciativa busca ajudar migrantes que enfrentam dificuldades com o idioma ou com os procedimentos exigidos pela plataforma.

“O que acontecia era que o migrante precisava ter acesso à internet para iniciar o pedido no Sisconare, mas muitas vezes não compreendia o site, que é complexo e está em português. Além disso, são inúmeras declarações que precisam ser respondidas e assinadas”, relata.

Para 2026, a Seds prevê a contratação de intérpretes de espanhol, francês e inglês, além da capacitação de municípios mais distantes da capital, para que migrantes não precisem se deslocar até Goiânia em busca de declarações e documentos cadastrais.

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