Добавить новость
smi24.net
World News
Январь
2026
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Entenda os riscos por trás da apreensão de 2,2 toneladas de carne no Rita Vieira

0
A apreensão de 2,2 toneladas de carne imprópria para o consumo em um supermercado de Campo Grande serve de alerta sobre os riscos à saúde causados pelo consumo de produtos sem procedência e fora das normas sanitárias. Entre as principais preocupações está a possível contaminação por bactérias de origem fecal, como a Escherichia coli (E. coli), que pode provocar diarreia, vômitos e febre, especialmente quando há falhas na higiene, no armazenamento e na manipulação da carne.  A E. coli compreende um grupo de bactérias Gram-negativas que vivem normalmente no intestino de pessoas saudáveis. Na maioria das vezes, conseguem sobreviver sem causar danos, mas algumas cepas podem provocar infecções no trato digestivo, urinário e em outras partes do corpo. A bactéria é considerada um indicador clássico de contaminação fecal, podendo ser transmitida pela água ou por falhas graves nas práticas de higiene durante a manipulação dos alimentos.  O alerta ganhou força depois que, na manhã desta quarta-feira (14), um açougue de supermercado localizado na Avenida Rita Vieira foi fechado. No local, a polícia encontrou 2,2 toneladas de carnes armazenadas em embalagens não lacradas, sem rótulo e sem data de validade. Segundo o registro da ocorrência, o estabelecimento realizava desossa de carne sem registro de inspeção.  O médico-veterinário responsável pelo açougue foi preso. Já o proprietário do supermercado não se apresentou. Ainda conforme apurado, havia a prática irregular de descongelar os produtos e congelá-los novamente, procedimento que compromete a qualidade da carne. Esse processo faz com que o alimento se deteriore e se torne impróprio para a comercialização.  Após o caso, a reportagem entrou em contato com o SIM (Serviço de Inspeção Municipal) para esclarecer dúvidas sobre os riscos desse tipo de prática. A médica-veterinária do órgão, Luana Basaglia, explicou que todo comércio que manipula alimentos de origem animal precisa estar previamente registrado junto ao órgão fiscalizatório. “Existe um procedimento padrão que envolve a questão estrutural do local, a higienização, o manual de boas práticas. Tudo isso é exigido para que os procedimentos ocorram de forma que o alimento não seja contaminado”, afirmou.  Segundo ela, qualquer produção de alimentos de origem animal passa por inspeção prévia. “Se um empresário quer produzir linguiça, por exemplo, toda a formulação do alimento precisa ser avaliada. A gente analisa os componentes, porque existe legislação específica. Se a linguiça tiver mostarda, isso precisa constar no rótulo, assim como todos os ingredientes e os alergênicos. A rotulagem evita uma série de riscos”, explicou.  A veterinária destacou que a exigência vale para todos os produtos manipulados e embalados. No caso de carnes in natura, muito comuns embaladas a vácuo em grandes redes de supermercados, é obrigatório constar rótulo e prazo de validade. “Quando o estabelecimento tem açougue e embala a carne, o produto resfriado tem, no máximo, sete dias de aproveitamento, e isso precisa estar indicado na embalagem”, disse.  Luana também alertou para o controle rigoroso de temperatura. Produtos congelados a menos de 18°C não podem sofrer variação térmica. “Se a temperatura excede, o produto perde a validade e a qualidade. Você começa a criar um meio favorável para o crescimento de micro-organismos”, afirmou.  No caso da carne moída, a regra é ainda mais rígida. “Ela tem que ser moída na frente do consumidor”, ressaltou. Segundo a veterinária, já foram encontradas situações em que havia miúdos, como coração, próximos ao moedor, sem refrigeração, o que levanta dúvidas sobre a possibilidade de mistura com outras carnes.  Produtos refrigerados, conforme o SIM, devem ser consumidos em até 24 horas ou, no máximo, três dias. Além disso, a fiscalização avalia a temperatura da sala de manutenção, que deve ser de 16°C, a dos freezers e até a temperatura da superfície da carne.  Outro ponto crítico é a origem do produto. “Você não sabe de onde veio a carne que está consumindo. Não é comprar a vaca do tio e vender no açougue. Essa carne precisa ter sido abatida em frigorífico registrado, chegar ao estabelecimento na temperatura correta e ser armazenada adequadamente, seja refrigerada, congelada, embalada ou temperada. Tudo isso precisa estar bem registrado justamente por causa do risco de contaminação”. De acordo com o SIM, os estabelecimentos registrados mantêm planilhas de autocontrole. No caso do supermercado fiscalizado nesta semana, não havia registro junto ao serviço de inspeção. O órgão também faz avaliação diária da água utilizada na produção e análises periódicas, trimestrais ou semestrais, para identificar possíveis fontes de contaminação.  Além disso, dentro das áreas de produção, existem barreiras sanitárias. Funcionários não podem transitar entre o meio externo e o interno sem cumprir os protocolos. “O trabalhador precisa ser treinado. Um sapato que anda por todo o ambiente externo não pode entrar na produção sem os procedimentos corretos, justamente para evitar a contaminação”, explicou Luana.  Entre as contaminações mais comuns está justamente a bactéria de origem fecal. A E. coli é um dos principais indicadores de falhas de higiene, seja pela água, seja pelo manuseio inadequado dos alimentos.  A veterinária também alertou para adulterações. Por ter contato com o ar e ser manipulada, a carne pode sofrer alterações. Há casos de adição de água, nitratos e fosfatos, que modificam cor, odor e durabilidade. “Carnes expostas em açougues, como cortes embalados, não podem conter aditivos. São produtos naturais, destinados ao consumo imediato”, reforçou.  Apesar de todos esses procedimentos de prevenção, a fiscalização enfrenta desafios, como o grande número de estabelecimentos e a necessidade de responsabilidade técnica. “A presença do responsável técnico é essencial. Ele precisa orientar o proprietário. Em Campo Grande, ainda observamos falhas, muitas vezes por falta de informação. Há comerciantes que desconhecem a obrigatoriedade do responsável técnico, do registro e do acompanhamento da empresa”, disse.  Recentemente, mudanças na atuação da Vigilância Sanitária e do Serviço de Inspeção - que antes atuavam em conjunto e agora estão separados - também estão sendo implementadas de forma gradual no comércio. Enquanto isso, casos como o da apreensão desta semana reforçam o alerta: consumir carne sem procedência e fora das normas sanitárias pode representar um risco direto à saúde. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News  e siga nossas redes sociais.














Музыкальные новости






















СМИ24.net — правдивые новости, непрерывно 24/7 на русском языке с ежеминутным обновлением *