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Chuvas elevam níveis dos rios em MS e aumentam risco de alagamentos

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O aumento das chuvas em Mato Grosso do Sul já impacta diretamente o comportamento dos rios monitorados no estado. Dados da Sala de Situação, publicado nesta terça-feira (3), mostram elevação nos níveis em várias estações telemétricas distribuídas pelos rios Piquiri, Cuiabá, Paraguai, Miranda, Aquidauana, Taquari, Pardo, Aporé e Dourados, reforçando o cenário de atenção diante da previsão de novos acumulados significativos. A rede de monitoramento utiliza informações do Sistema Hidro, mantido pela ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), com medições realizadas às 7h e análise das últimas 24 horas. O levantamento indica que diversos pontos apresentam tendência de subida, ainda que, na maior parte dos casos, permaneçam dentro da faixa considerada normal, entre 5% e 95% das cotas históricas. Entre os destaques está o Rio Taquari, que registrou elevação expressiva, passando de 401 cm para 447 cm, com média móvel de 425 cm. O valor supera a cota de referência de 400 cm e se aproxima do nível de alerta, fixado em 500 cm, indicando um quadro que exige acompanhamento contínuo. No Rio Aquidauana/Miranda, diferentes estações também apresentaram alta. Em Aquidauana, o nível subiu de 231 cm para 262 cm, com média de 257 cm. Já em outra estação do mesmo sistema, a cota avançou de 210 cm para 286 cm, alcançando média de 230 cm, variações que evidenciam resposta rápida às precipitações recentes. O Rio Miranda, por sua vez, registrou aumento de 204 cm para 215 cm em uma das estações, mantendo trajetória ascendente nas últimas medições. Situação semelhante ocorre no rio Piquiri/Cuiabá, onde os níveis continuam em elevação gradual, e no rio Paraguai, que também apresentou crescimento em alguns pontos monitorados. Em Ladário, por exemplo, a média móvel do nível aparece acima da faixa de normalidade quando comparada às médias históricas de janeiro. O mesmo comportamento fora do padrão também é observado em outras estações, indicando que o volume de água atual não se encaixa entre os valores mínimos e máximos normalmente registrados para o período. Apesar disso, não há indicação generalizada de emergência. O boletim aponta que algumas localidades se aproximam das cotas de alerta, mas ainda sem ultrapassá-las. Os níveis de emergência permanecem mais elevados, funcionando como referência para cenários mais críticos. Chuvas intensas já superam 100 mm em áreas do estado O aumento dos níveis dos rios está diretamente associado ao volume de chuva observado recentemente. Segundo o boletim, alguns locais do estado já ultrapassaram os 100 milímetros em apenas 24 horas. Os acumulados variam conforme a região. Há registros de volumes significativos em diferentes estações, com medições que alcançam dezenas de milímetros tanto nas últimas 24 horas quanto no acumulado de sete dias, patamares compatíveis com a elevação rápida dos cursos d’água. Além disso, a média histórica mensal indica que janeiro costuma apresentar volumes relevantes, mas os dados atuais reforçam um período de instabilidade acima do habitual em determinados pontos. Previsão mantém cenário de instabilidade A tendência é de continuidade das chuvas pelo menos até 4 de fevereiro. A previsão meteorológica indica tempo instável, com possibilidade de tempestades acompanhadas de raios, rajadas de vento e acumulados superiores a 40 mm em 24 horas. Esse quadro eleva significativamente o risco de alagamentos, enxurradas e aumento rápido dos níveis dos rios, especialmente em áreas urbanas, regiões mais baixas e locais com drenagem insuficiente. A instabilidade atmosférica é explicada pelo intenso transporte de ar úmido, formando um corredor de umidade associado à passagem de cavados e à atuação de áreas de baixa pressão. Os ventos devem soprar do quadrante norte, com velocidades entre 40 e 60 km/h e possibilidade de rajadas ainda mais fortes. Mesmo com a presença de nuvens e chuva, as temperaturas permanecem elevadas em boa parte do estado. Nas regiões Sul, Cone-Sul e Grande Dourados, as mínimas devem variar entre 20°C e 22°C, com máximas de até 34°C. No Pantanal e no sudoeste, os termômetros devem oscilar entre 22°C e 25°C nas mínimas e chegar a 34°C nas máximas. Já nas regiões do Bolsão, Norte e Leste, a previsão aponta mínimas de 20°C a 23°C e máximas entre 26°C e 31°C. Em Campo Grande, as temperaturas devem ficar mais amenas, com máximas próximas de 27°C. Limitações no monitoramento O documento também aponta problemas em algumas estações. Cassilândia deixou de transmitir dados em janeiro de 2025, enquanto a estação Fazenda Buriti parou de funcionar em dezembro de 2025. Já Dourados apresenta falhas na transmissão desde o fim do ano passado. Tendência exige vigilância Embora grande parte dos rios ainda esteja dentro da normalidade, a soma de chuvas recentes, previsão de novos acumulados e elevação gradual das cotas indica um momento de vigilância hidrológica em Mato Grosso do Sul. A situação não é, neste momento, de crise generalizada, mas os dados mostram que o comportamento dos rios responde rapidamente às condições meteorológicas, fator que pode alterar o cenário em curto prazo caso as precipitações persistam. Recomendações de segurança Diante do cenário, o boletim recomenda atenção redobrada no trânsito, evitar áreas alagadas, não atravessar vias inundadas e manter acompanhamento constante dos avisos meteorológicos e dos órgãos oficiais. O monitoramento contínuo torna-se essencial neste período, já que a combinação de solo encharcado e novas precipitações pode acelerar a resposta hidrológica dos rios.














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