Com a chegada do Carnaval, os bloquinhos de rua e eventos festivos voltam a movimentar Campo Grande, reunindo milhares de foliões em diferentes regiões da cidade. Em meio à música, ao calor intenso e à maratona de festas, um comportamento típico da folia merece atenção: o beijo. Embora seja visto como parte da diversão carnavalesca, o beijo representa uma troca biológica intensa. Em poucos segundos, pode transferir até 80 milhões de bactérias entre duas pessoas. A maioria é inofensiva, mas vírus, fungos e bactérias oportunistas podem encontrar na mucosa oral uma porta de entrada para infecções. Durante o Carnaval, fatores como noites mal dormidas, consumo de álcool, desidratação e queda da imunidade aumentam o risco de transmissão de doenças. Quais doenças podem ser transmitidas pelo beijo no Carnaval? Entre as infecções mais associadas ao contato oral direto, destacam-se: Mononucleose Infecciosa (vírus Epstein-Barr – EBV) Conhecida como “doença do beijo”, provoca fadiga intensa, febre, dor de garganta e aumento dos linfonodos. Herpes Simplex tipo 1 (HSV-1) Altamente contagioso, é transmitido pelo contato com lesões ativas ou saliva contaminada, causando bolhas dolorosas nos lábios. Sífilis Primária Pode se manifestar por feridas orais indolores, o que dificulta o diagnóstico precoce. Candidíase Oral Infecção fúngica que gera placas esbranquiçadas na língua e mucosas. Hepatite A Mais rara nessa via, mas possível em contatos íntimos associados a condições inadequadas de higiene. Sintomas após o beijo nos bloquinhos: quando ficar em alerta? O período entre o contato e o surgimento dos sinais pode variar de dias a semanas. Os principais sintomas incluem: Febre persistente Dor de garganta intensa Ínguas no pescoço Vesículas nos lábios Placas brancas na boca Feridas que não cicatrizam Caso os sintomas durem mais de 7 a 10 dias, é fundamental buscar avaliação médica. Quando procurar atendimento médico após o Carnaval? A orientação é buscar assistência ao notar: Feridas orais suspeitas Febre alta Dor intensa ao engolir Gânglios inchados Mal-estar prolongado após contato íntimo O diagnóstico precoce evita complicações e garante tratamento adequado, seja antiviral, antibiótico ou antifúngico. Durante o período de Carnaval, os hospitais Proncor e Santa Marina , em Campo Grande, permanecem com suas equipes mobilizadas e estrutura completa para assistência à população. As unidades mantêm Pronto-Socorro 24 horas, preparados para atendimentos de urgência e emergência, com cobertura para diversos convênios e também pacientes particulares, oferecendo suporte clínico e diagnóstico integral. Diante de qualquer sintoma suspeito após os dias de folia, a orientação é procurar avaliação médica. O acompanhamento profissional é fundamental para um diagnóstico preciso, tratamento seguro e recuperação adequada. Se precisar de atendimento no Proncor e no Santa Marina , confira abaixo os contatos: Central de atendimento: Ligue para 3003-3230, das 6h às 19h. Agendamento online: Acesse www.hospitalproncor.com.br para marcar consultas e exames. WhatsApp: Entre em contato com nossa assistente virtual pelo (21) 2101-2658. Concierge: (67) 99830-4241.