O dólar comercial encerrou nesta sexta-feira (13) cotado a R$ 5,22, alta de 0,57%, impulsionado por novos dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos e pelo desempenho dos mercados, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava ao longo do pregão em São Paulo (SP). Nos EUA, o índice de preços ao consumidor subiu 0,2% em janeiro, abaixo da expectativa do mercado e representando desaceleração frente a dezembro, quando a alta foi de 0,3%. O resultado indica inflação ainda acima da meta do Fed (Federal Reserve), o banco central americano, e mantém especulações sobre taxas de juros elevadas por mais tempo. No Brasil, o IGP-10 (Índice Geral de Preços 10) registrou queda de 0,42% em fevereiro, resultado abaixo das projeções de mercado e que ampliou o acumulado negativo em 12 meses para 2,25%, segundo dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas). O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também informou que as vendas no varejo recuaram 0,4% em dezembro ante o mês anterior, com alta de 2,3% na comparação anual. Analistas destacaram que os indicadores internacionais e domésticos influenciaram o fluxo de investimentos, pressionando os ativos de risco. No ambiente corporativo, os investidores reagiram aos balanços de grandes empresas, entre elas Usiminas e Vale, com esta última registrando prejuízo no último trimestre de 2025 após ajustes contábeis. O Banco do Brasil informou calote de R$ 3,6 bilhões que elevou sua inadimplência no período. No exterior, bolsas em Wall Street avançaram, enquanto mercados europeus e asiáticos fecharam majoritariamente em queda, reflexo da cautela diante dos dados econômicos americanos e do feriado do Ano Novo Lunar na China. O dólar acumulou alta de 0,17% na semana e queda de 4,73% no ano, enquanto o Ibovespa registrou variação positiva de 2,63% no período e 16,53% no acumulado anual.