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Февраль
2026

Revoltados com alagamentos, moradores espalham móveis destruídos em avenida

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A água ainda escorria pela porta quando Alex Caldeira, de 35 anos, chegou à casa da mãe, na Rua E, no Jardim Alvorada, em Três Lagoas, cidade a 323 km de Campo Grande. Era madrugada desta terça-feira (24) e o cenário se repetia: móveis boiando, barro espalhado e o desespero de quem, pela segunda vez em menos de dois meses, viu tudo ser levado pela chuva.  “Eu vim de madrugada para socorrer. Foi o tempo de chegar aqui que estava subindo a água e chegou no padrão”, relata. Alex conta que, ao perceber a gravidade da situação, ligou para a Defesa Civil e para o Corpo de Bombeiros, mas não teve retorno. A mãe começou a passar mal ao ver a água invadindo a casa. “Ela estava desmaiando lá dentro. O Samu não está funcionando. Eu alcancei uma viatura da PM e ela foi socorrida”, afirma. Em janeiro, a mãe já havia perdido geladeira, fogão e praticamente tudo o que tinha dentro de casa. Com doações, ela conseguiu recomeçar. Mas, acabou perdendo tudo novamente nesta madrugada, o que causou revolta na vizinhança.  Nesta manhã, moradores chegaram a colocar os móveis destruídos no meio da Avenida Capitão Olinto Mancini, numa tentativa de chamar a atenção das autoridades para o problema que, segundo eles, é antigo e se repete a cada chuva mais forte. Além dos móveis, a água levou também a única fonte de renda da mulher. Ela vende gelinho para complementar o sustento da casa. Com a geladeira danificada, tudo azedou e foi para o lixo. “Perdeu tudo de novo”, resume o filho.  Na manhã de hoje, o trabalho era de recomeço forçado: retirar barro, arrastar o que sobrou para fora e tentar salvar o que ainda pode ser aproveitado. “A gente se sente inútil, a gente tenta conquistar uma coisa e não consegue”, desabafa Alex. Segundo ele, a maioria dos vizinhos da rua também perdeu bens móveis. Sofás, colchões, eletrodomésticos e roupas ficaram encharcados.  Enxurrada - A chuva que atingiu Três Lagoas deixou rastro de prejuízo e indignação entre a madrugada e a manhã desta terça-feira (24). Várias casas foram alagadas e carros arrastados. Somente hoje, o volume registrado foi de 45,8 milímetros, com ventos de 53 km/h e 890 raios. Ontem já havia chovido 23,2 milímetros. Somados os dois dias, o acumulado chega a 63,2 milímetros.  Em vídeo divulgado nas redes sociais, um homem mostra a casa completamente alagada e um salão de beleza invadido pela água, na região central. Indignado, ele desabafa: “É difícil, obrigada por tudo, presentão de 2026", lamenta.  Segundo o Corpo de Bombeiros de Três Lagoas, os alagamentos atingiram os mesmos pontos de sempre, próximos a áreas que historicamente já enfrentam o problema. Mas, não houve relato de feridos. A reportagem tentou contato com a prefeitura da cidade e a Defesa Civil, mas até o momentão não teve retorno. O espaço encontra-se aberto. Quem quiser ajudar com doações, pode entrar em contato pelo telefone: (67) 99107-6093 Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.














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