A empresa Nexsolar, responsável pela instalação da usina fotovoltaica em Nioaque, a cerca de 185 quilômetros de Campo Grande, e que está no centro de investigação sobre a baixa geração de energia solar, afirmou que enviou orientações técnicas à Prefeitura do município, mas que as recomendações teriam sido ignoradas. O posicionamento foi encaminhado ao Campo Grande News nesta segunda-feira (2). A empresa foi contratada por R$ 4,8 milhões. O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) abriu inquérito civil para apurar possíveis irregularidades no financiamento e na contratação da usina. Conforme o ofício, o contrato foi assinado em setembro de 2023 e, no ano seguinte, a usina apresentou período de operação reduzida. Ainda segundo o documento, a quantidade de energia gerada não corresponde ao valor inicialmente investido. Em nota, a empresa afirma que encaminhou diversos e-mails e mensagens via WhatsApp à Prefeitura de Nioaque, com orientações sobre providências técnicas e administrativas que deveriam ser adotadas “para evitar o cenário de desempenho aquém do esperado”. No entanto, sustenta que as comunicações foram ignoradas, sem adoção das medidas recomendadas. A Nexsolar também destaca que o contrato firmado com o município refere-se exclusivamente à instalação e implantação da usina. Segundo a empresa, a operação e manutenção do sistema constituem contratação à parte, diferente do que foi contratado.