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Goiânia planeja hospital municipal com até 30 leitos de UTI e 10 salas cirúrgicas

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Prevista no plano de governo do prefeito Sandro Mabel (UB), a construção do Hospital Geral Municipal de Goiânia ainda deve levar algum tempo para concretizar. Segundo o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, o projeto integra o planejamento futuro da gestão, mas não deve ser executado neste ano. Apesar de ainda estar em estágio embrionário, a questão não foi abandonado e já foi tema de reuniões internas na administração municipal.

Em entrevista ao Jornal Opção, Pellizzer afirmou que já foram realizadas três reuniões para tratar do projeto, sendo duas delas com o próprio prefeito. Segundo o secretário, o principal foco das discussões tem sido o espaço que poderia abrigar a nova unidade. Incluindo a possibilidade de aproveitar um equipamento já existente e modernizá-lo.

Ao mesmo tempo, também é discutida a possibilidade de construir uma estrutura do zero. O titular da SMS confirmou apenas que a unidade terá perfil clínico, com possibilidade de realizar cirurgias eletivas para reduzir a fila na rede municipal. O hospital também deverá ter capacidade para absorver pacientes críticos encaminhados pela rede.

Luiz Pellizzer | Foto: Victória Caetano

“O que sabemos é que necessitamos de um hospital com perfil não voltado ao atendimento de politrauma, mas sim com perfil clínico. Também com capacidade para realizar procedimentos cirúrgicos eletivos, a fim de ajudar a reduzir a fila cirúrgica da rede, além de absorver pacientes críticos. Trabalhamos com uma estimativa de 20 a 30 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e um centro cirúrgico com até dez salas. No entanto, trata-se ainda de um projeto inicial”, explicou o secretário de Saúde.

Pellizzer ressaltou que o hospital também não funcionaria de “portas abertas”, mas receberia pacientes críticos atendidos inicialmente por outras unidades de saúde. “Normalmente, hospitais municipais já contam com uma rede capilarizada, com Cais, Ciams e UPAs, e não funcionam com ‘porta aberta’. Por isso, o paciente continuará procurando os Cais ou as UPAs para o atendimento inicial, e aqueles que necessitarem de internação serão transferidos por ambulância para o hospital municipal”, salientou.

Sobre a localização, anteriormente o prefeito mencionou a possibilidade de construir o Hospital Geral Municipal na região Noroeste, e o local é visto com bons olhos pelo secretário. “É interessante porque, entre os nossos distritos sanitários, é o de maior densidade demográfica. Além disso, há áreas disponíveis que possibilitam a construção do hospital do zero”, afirmou. Outro espaço que também foi analisado é o do antigo Hospital Santa Genoveva, que está em processo de leilão.

“O Hospital Geral Municipal para Goiânia seria a concretização de um sonho para a população. Já vimos outras cidades da região metropolitana saírem na frente, como Senador Canedo, que já está com projeto em trâmite. Aparecida de Goiânia já possui o HMAP (Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia), e Rio Verde também está implantando o seu”, pontuou Pellizzer.

Ao mesmo tempo, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) também planeja construir uma nova sede para o Pronto-Socorro Psiquiátrico Professor Wassily Chuc, além de implantar cinco novos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), uma nova policlínica, três novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e duas novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Desejo antigo

Para a presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Flaviana Alves, a construção da estrutura é importante para a cidade. “Quando a rede complementar não oferece vagas, a população sofre e pode até morrer nas unidades de pronto atendimento. Por isso, precisamos ter um hospital próprio, com leitos suficientes para garantir a retaguarda da urgência e emergência, utilizando a rede privada apenas de forma complementar”, contou.

Posse da nova diretoria do CMS | Foto: Reprodução / Instagram

Ao mesmo tempo, a presidente ressaltou que esse é um desejo antigo do CMS e de gestões anteriores. Segundo ela, a questão já foi debatida em diferentes conferências ao longo dos últimos anos.

“Inclusive, quando foi construída a Maternidade Célia Câmara, inaugurada em 2019, o projeto inicial previa a implantação de um hospital geral municipal. No entanto, avaliou-se que Goiânia tinha carência de maternidades e que era mais urgente construir uma nova maternidade e um hospital da mulher. Ainda assim, permaneceu a necessidade de um hospital geral municipal”, relatou Alves ao Jornal Opção.

Ressalvas

Por outro lado, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde-GO), Néia Vieira, vê a possibilidade com muitas ressalvas. “O papel do município é garantir uma atenção primária resolutiva, com médicos qualificados, equipes completas e ações efetivas de prevenção e orientação para evitar doenças e seu agravamento. Esse papel precisa ser fortalecido, mas não tem funcionado atualmente em Goiânia”, explicou a líder sindical.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde-GO), Néia Vieira | Foto: Divulgação

Néia ressaltou ao Jornal Opção que as unidades de saúde de atenção primária ainda estão deterioradas. “Portanto, esse papel da Prefeitura de Goiânia não está sendo cumprido. E eu pergunto: se não se consegue oferecer atendimento adequado na atenção primária, que em tese tem custo muito menor para o município, como será possível construir e manter uma estrutura hospitalar, cujo custo é significativamente mais elevado?”, questionou.

Por fim, ela mencionou que o município dispõe de vagas na rede estadual e mantém convênios com o setor privado para atendimentos de emergência. Ao mesmo tempo, cobrou a realização de estudos e levantamentos que comprovem a necessidade dessa eventual construção. “Só então será possível discutir, com transparência, quanto custará, quanto tempo levará e por que, de fato, seria necessário um hospital geral”, finalizou.

Leia também: Nova sede do Wassily Chuc custará R$ 5,2 milhões e rede será ampliada com cinco CAPS

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