Celulares a R$ 500 e perfumes foram os itens mais procurados no bazar realizado nesta quinta-feira (5), no Cotolengo, na Rua Jamil Basmage, no Bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande. Os produtos, apreendidos pela Receita Federal, começaram a ser vendidos às 8h e o atendimento segue até as 16h. Logo na abertura dos portões, o movimento foi intenso e muitos compradores correram direto para as mesas onde estavam os celulares e perfumes, considerados os produtos mais disputados. Entre os itens disponíveis estão capinhas de celular, armações de óculos, enfeites de Natal, ração para peixe, almofadas, casacos femininos e masculinos, além de celulares Redmi 14. Os preços de outros itens também atraíram o público. Almofadas eram vendidas por R$ 10, casacos femininos a partir de R$ 60 e masculinos a partir de R$ 80. Ao todo, o bazar disponibiliza cerca de 15 tipos de produtos. Responsável pelo evento beneficente, Cida Marques explicou que todo o valor arrecadado será destinado às despesas da instituição, como manutenção do espaço e pagamento dos funcionários. “Atualmente, só a folha de pagamento gira em torno de R$ 300 mil. O bazar ajuda muito nas necessidades da casa”, afirmou. O Cotolengo atende atualmente 550 pessoas com deficiência, que participam de três projetos oferecidos pela instituição: o Centro-Dia, o Centro Especializado em Reabilitação e a Residência Inclusiva. Morador da região, o motoboy Adão Luis de Souza, de 58 anos, aproveitou o bazar para comprar algumas almofadas. Segundo ele, a visita também tem um significado solidário. “Vim mais para olhar. Moro aqui pertinho e sempre procuro ajudar o Cotolengo de alguma forma. Hoje aproveitei para levar algumas almofadas”, contou. A feirante Mara Roberta, de 40 anos, participou do bazar pela primeira vez e chegou cedo para garantir bons preços. Ela contou que chegou ao local às 6h da manhã e já encontrou uma fila com quase 30 pessoas. “Eu queria mesmo garrafas térmicas, mas achei que tem pouca variedade. Mesmo assim estou levando almofadas e calcinhas, que estão bem baratinhas, para revender na feira”, disse. A nutricionista Laiara Fernanda, de 30 anos, também mora perto da instituição e foi até o bazar sem um objetivo específico.“Vim dar uma olhada, ver o que tinha de oferta e também ajudar a instituição”, comentou. A professora de inglês Maria Carolina Coelho, de 28 anos, decidiu conhecer o bazar pela curiosidade. Ela estava na fila dos perfumes quando conversou com a reportagem. “Não vim atrás de nada específico, quis vir para ver como funciona”, relatou. Para garantir que mais pessoas possam aproveitar os produtos, a organização estabeleceu limites de compra para alguns itens. No caso dos celulares e perfumes, cada pessoa pode adquirir até duas unidades. Os casacos também têm quantidade controlada. O pagamento pode ser feito em dinheiro, Pix ou cartão de débito. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .