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Август
2017

Barão von Ungern, o nobre que conquistou a Mongólia

“Havia muitos europeus buscando por apoio espiritual no leste, tanto antes como depois do Barão von Ungern. Mas só ele conseguiu transformar esse apoio em uma base de operações militar”, conta seu biógrafo Leonid Iuzefovitch.

Tão corajoso que beirava a loucura

A família nobre de Ungern-Sternberg, apesar de etnicamente alemã, serviu na Rússia desde os anos 1870. Roman Ungern, o caçula, estava convencido de que não havia saída para a Rússia, senão se manter sob o comando tsarista dos Romanov.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Ungern lutou com os russos contra a Áustria e a Turquia. Ele foi ferido cinco vezes e recebeu a Cruz de São Jorge, símbolo do heroísmo militar.

Um zen-budista (e sua espada)

Ele tinha interesse especial pelo budismo tibetano e pelas vidas dos mongóis, dos buriats e outros povos asiáticos vivendo na Rússia e nos seus arredores.

Ungern se converteu ao budismo, mas não abraçou os princípios de não violência. Após Lênin e os bolcheviques tomarem o poder em 1917, Ungern declarou lealdade aos Romanov. Ele lutou na Sibéria, junto a outros comandantes do Exército Branco, contra os vermelhos durante a Guerra Civil Russa.

Naquele tempo, a Mongólia estava ocupada pelo exército chinês, e o regente espiritual da Mongólia, Bogd Cã, vivia em prisão domiciliar na capital, Urga (hoje, Ulaanbaatar).

O último cã russoUm casal na Mongólia dos anos 1920 vestindo roupas tradicionais. Foto: Arquivo















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