Na década de 1960 o
Carnaval de rua no Rio era um nome só: Bafo da Onça. Não tinha para mais ninguém, nem Cacique de Ramos, nem Boêmios de Irajá -seus primos na categoria bloco de embalo-, nem Bola Preta, cordão que virou megabloco. "Nessa onda que eu vou/ Olha a onda, iaiá/ É o Bafo da Onça/ Que acabou de chegar/ Olha a rapaziada, oba/ Vem dizendo no pé, oba...", cantava Osvaldo Nunes, negro, gay e brigão, 100 quilos no auge da forma física, uma celebridade marginal capaz de deixar Madame Satã com ciúmes: "Eu acho que do jeito que ele briga, não é briga, é escândalo".
Leia mais (07/07/2023 - 17h46)