"É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro na posse de uma boa fortuna deve estar necessitado de uma esposa." A abertura de "Orgulho e Preconceito" costuma ser citada como piada elegante sobre homens ricos, mas o alvo de
Jane Austen está em outro lugar. Ela não descreve desejos masculinos; explicita o que famílias inteiras precisam tomar como verdade para continuar funcionando em um mundo em que o
casamento é, antes de tudo, arranjo econômico. Quem "reconhece" essa verdade são mães com filhas solteiras e parentes preocupados com herança e dote, para quem um vizinho com quatro ou cinco mil por ano não é uma presença neutra, é uma chance rara em um mercado estreito demais.
Leia mais (12/12/2025 - 18h30)