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Promessa de 2026, acesso à ponte da Bioceânica depende de R$ 200 milhões do PAC

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O ministro de carreira diplomática do Ministério de Relações Exteriores, João Carlos Parkinson – coordenador nacional dos Corredores Rodoviário e Ferroviário Bioceânicos – admite que há atraso no cronograma das obras de acesso à ponte da Rota Bioceânica sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho, que conecta o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico a partir de Mato Grosso do Sul.  Essas obras são financiadas com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Faltam aproximadamente R$ 200 milhões para a conclusão das obras nacionais que, embora previstos, precisam estar garantidos no orçamento federal de 2026.  Até agora foram concluídos cerca de 30% das obras de acesso à ponte – que são pontos de entrada e saída e rodovias que compõem o novo corredor logístico de 2,3 mil quilômetros de extensão. A promessa é garantir uma conexão logística mais eficiente do Centro-Oeste brasileiro com o Paraguai e a Argentina, indo até os portos de Iquique e Antofagasta, no Chile, porta de entrada para o mercado asiático pelo Oceano Pacífico. Em entrevista ao Campo Grande News , o ministro, responsável pela proposta de um modelo de governança para o Corredor Bioceânico, que está em análise pelas chancelarias que integram o corredor, fez um balanço sobre o andamento das obras sob a responsabilidade brasileira e traçou expectativas para 2026. O Brasil assumiu em novembro a presidência da governança da Rota (com vigência anual) e corre para entregar acordos assumidos com os demais países. Parkinson diz que empresas estrangeiras já procuram o Estado para investir e municípios demonstram interesse em abrir portos secos num movimento antecipado sobre os efeitos positivos da rota que, ressalta, vai integrar e internacionalizar a economia de Mato Grosso do Sul. Outro ponto crítico das obras é a área de controle integrado – que é a aduana entre Brasil e Paraguai — que nem se quer foi iniciada.  Por outro lado, a construção da ponte que liga Porto Murtinho (MS) e a Carmelo Peralta (Paraguai) – a principal obra da Rota Bioceânica – está bem avançada, com 82% concluída. O financiamento é conduzido pela administração paraguaia da Itaipu Binacional.  A seguir, os principais pontos da entrevista com o ministro de carreira diplomática do Itamaraty: Quais são as demandas do Itamaraty em relação à Rota Bioceânica? As iniciativas começaram em 2015, após uma audiência no Senado que teve como objetivo discutir melhoria para logística do Centro-Oeste. Na ocasião, o Itamaraty apresentou propostas de rotas de integração, entre as quais a do corredor rodoviário bioceânico, hoje também conhecido como Corredor de Capricórnio. Isso porque cerca de 70% do comércio exterior brasileiro com países sul-americanos passam por três pontos de fronteira: São Borja e Uruguaiana (RS), ligando Brasil à Argentina, e Foz do Iguaçu (PR), ligando Brasil ao Paraguai. Mas as regiões Norte, Nordeste e do Centro-Oeste não são beneficiados por esse trajeto. A abertura do corredor bioceânico deve trazer melhoria logística significativa e garantir mais competividade aos produtos em razão de redução do tempo de deslocamento das cargas e do custo do frete. Qual a previsão para conclusão das obras de acesso à ponte com recursos do PAC? A previsão de entrega dos acessos é para 2026. Vamos tentar coincidir a conclusão dessas obras com o término das obras da ponte, que está em estágio bastante avançado, com 82% concluída. Já os acessos seguem em ritmo mais lento. Isso preocupa porque o ideal é inaugurar a ponte juntamente com os acessos. Quais os motivos do atraso? Isso depende principalmente da injeção de recursos e das condições climáticas, porque chove muito em Porto Murtinho, dificultando os serviços de terraplenagem. Há também a necessidade de mais recursos para concluir as obras e assegurar a inauguração de todo o empreendimento: a ponte e os acessos. Os investimentos para a ponte estão garantidos ( pelo Paraguai), mas faltam aproximadamente R$ 200 milhões que precisam estar carimbados na execução orçamentária do próximo ano para as obras de acesso. Está mantida a previsão de inauguração dessas obras em 2026? Existem duas possibilidades: em junho ou novembro. Se a inauguração ocorrer junho existe o risco de que os acessos não estejam totalmente concluídos, e muito menos a área de controle integrado (aduana) – espaço físico e operacional onde Brasil e Paraguai realizarão em conjunto os controles de fronteira, como fiscalização de cargas, imigração e vigilância sanitária. Caso a inauguração seja em novembro, crescem as chances de que estejam concluídas tanto as obras de acesso como a área de controle integrado. O que falta para concluir as obras de acesso? A informação é de que cerca de 30% das obras foram realizadas. É necessário avançar ainda em obras físicas, como a construção de pequenas pontes (entre sete e oito) que exigem serviços adicionais de terraplenagem e preparo do solo. Além disso, a área de controle integrado nem foi iniciada – outro ponto de atenção. De um lado, temos a ponte bastante avançada; de outro, atrasos nos acessos, tanto do lado brasileiro como do paraguaio.  Qual previsão para o início da construção da aduana? A expectativa é que comece o quanto antes. O cronograma, porém, depende do aval do governo do Paraguai, da garantia de recursos e da conclusão dos entendimentos técnicos entre as equipes dos dois países. Isso envolve a definição da área, a elaboração do projeto e as especificações dos equipamentos, entre outros pontos. Estamos em diálogo com o DNIT e com o governo paraguaio. Quais os desafios do Brasil à frente da governança da Rota Bioceânica? Nosso objetivo é entregar a obra completa, com todos os acessos em conjunto com a área de controle integrado. A presidência estava com a Argentina. O Brasil permanecerá na gestão até novembro de 2026, quando será passada para o Chile – seguindo a ordem alfabética desde 2015. Quais produtos brasileiros serão beneficiados? Todo produto que possa ser transportado em contêiner é forte candidato. Em especial, os produtos já exportados para o Chile, um grande comprador de carnes do Brasil – bovina, aves e suína. Hoje essas exportações são realizadas por caminhão pelo Sul do País. Com o corredor rodoviário bioceânico, elas ganham competitividade, porque poderão chegar ao mercado chileno com menor custo de transporte e em menos tempo. Outros candidatos são fertilizantes (importação), milho do Paraguai e produtos eletrônicos provenientes de Iquique, no Chile, com origem na Ásia.  Qual o potencial de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul com a plena atividade da Rota? O corredor permitirá forte desenvolvimento do setor de serviços, área fundamental para atividade exportadora. Entre os quais, os financeiros para contratos, despachantes, portos secos, armazéns e empresas de transporte para o deslocamento das cargas. O corredor não deve ser visto somente como uma plataforma de desenvolvimento do setor produtivo. O impacto no setor de serviços tende a ser ainda maior, com o surgimento de pequenas e médias empresas. Além disso, o Estado deve exportar tilápia para a Ásia e se tornar um relevante exportador do procuto, gerando impactos significativos na economia local. Outro efeito importante é a internacionalização do Estado, que ficará mais integrado ao cenário internacional. Isso já vem ocorrendo seja pela movimentação de empresários, pela maior ocupação hoteleira e a presença de empresas internacionais. O Chile, por exemplo, abriu um escritório comercial em Campo Grande.  Sempre que visito Mato Grosso do Sul, prefeitos me perguntam o que é possível fazer para implementar em seus municípios um porto seco – que é uma área de desembaraço aduaneiro secundária, onde as mercadorias podem ser liberadas fora da fronteira, facilitando o trânsito. Tenho apoiado ainda empresas interessadas na construção de condomínios logísticos no Estado; ajudei o Sindicato Nacional dos Despachantes a realizar concursos. Em novembro, houve um concurso nacional para despachantes. Há avanços na abertura de bancos, na oferta hoteleira, na melhoria da saúde e da segurança. Há o monitoramento de cargas em tempo real, com integração digital e processos de digitalização. Tudo isso já está acontecendo. O fluxo de cargas será imediato a partir da inauguração da rota? Inicialmente, o impacto será mais forte no setor de turismo por uma simples razão: a distância entre Porto Murtinho e Salta, no norte da Argentina, é a mesma de Porto Murtinho a São Paulo, facilitando o transporte de carro de passeio.  Portanto, o fluxo de cargas não será imediato. A tendência é de que o turismo se intensifique primeiro, dinamizando o comércio. As pessoas perceberão que é possível atravessar países de carro com essa infraestrutura. Uma coisa leva à outra.  O capital privado tem interesse em investir no Estado? Praticamente todos os dias surgem novidades. Recentemente, uma empresa argentina abriu um terminal fluvial em Porto Murtinho. Há investimentos no setor de celulose, interesse na comercialização de milho e trigo e na área de fertilizantes. A tendência é de aumento contínuo do interesse do capital privado na região. O próprio governador Eduardo Riedel realizou viagens internacionais, entre as quais, para Singapura, Índia e Japão onde houve grande interesse pelo corredor. Outro exemplo é o investimento da empresa chilena Sonda na área de fibra óptica, devendo facilitar o monitoramento de cargas em tempo real ligado ao corredor bioceânico.  Existe muitos projetos em curso, como investimentos em concessões rodoviárias e iniciativas privadas. Apenas nos acessos rodoviários, o investimento gira em torno de R$ 453 milhões. Em Porto Murtinho, somente em terminais fluviais, os investimentos se aproximam de R$ 1 bilhão. A construção da ponte representa cerca de US$ 110 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 610 milhões na cotação atual do dólar. Além disso, a Rota também impulsionará o transporte ferroviário. Está em andamento a licitação da ferrovia Malha Oeste, que se insere nesse contexto. Qual o potencial da rota para transformar Mato Grosso do Sul em novo polo de desenvolvimento semelhante a São Paulo? A economia do Estado já colhe os frutos do corredor bioceânico. O PIB deve crescer 4,4% este ano, o dobro da média nacional. Em 2023, cresceu 13%, algo sem precedentes. Trata-se de um Estado em clara expansão.  Contudo, não é saudável para economia brasileira depender excessivamente de São Paulo. O ideal é que surjam vários polos de crescimento – não somente em Mato Grosso do Sul, mas também no Norte e no Nordeste.     














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