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Millene trocou festa de 15 anos por 150 km de bike ao lado da mãe

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Millene Donato não pediu festa, sapato ou vestido. No aniversário de 15 anos, ela quis apenas a companhia da mãe na estrada para completar o maior desafio dela até hoje: bater a meta de 150 km percorridos. A jovem é ciclista, e o gosto pelo pedal nasceu vendo os pais treinarem. Millene foi e voltou de Sidrolândia na chuva no primeiro dia do ano. O feito é o percurso mais longo que a ciclista já fez. Apesar de também pedalar e ser premiada no esporte, dessa vez a mãe, Rosilene Donato, de 37 anos, estava na retaguarda com ela no carro de apoio. Para realizar o desejo dela, escolheram uma estrada mais tranquila devido ao fluxo intenso de veículos no começo do ano e aos perigos que dobram por causa das festas e bebidas. A história dessa conexão com a mãe e o esporte começou com uma dor em dezembro de 2020. Rosilene é médica, vivia na Bolívia e é ciclista que já havia conquistado pódios nacionais. Ela recebeu um diagnóstico que parecia um ponto final: câncer metastático, tratamento paliativo e uma estimativa de 24 meses de vida. Naquele momento, o ciclismo, que era a paixão dos pais, virou o refúgio da filha. Millene tinha 11 anos quando soube que a mãe poderia partir. Enquanto Rosilene enfrentava o tratamento e se tornava “cobaia” de um estudo clínico nos EUA que salvaria sua vida, o pai levava a menina para pedalar. “Nunca tínhamos imaginado que um dia ela estaria no ciclismo assim. Eu e o pai dela acordávamos às 5h para sair para treinar, minha filha acompanhava a gente e não competia. Aí, quando veio o diagnóstico, meu esposo começou a levar ela para pedalar como forma de se distrair. Uma criança de 11 anos saber que a mãe vai morrer é um choque. Ele começou a pedalar com pessoas maiores que ela”. Rosilene fala orgulhosa que a filha é um orgulho imenso e que estar viva para realizar a vontade dela aos 15 anos é outra sensação de vitória. “Ela já ganhou títulos bolivianos de ciclismo com 11 anos. No Brasil, foi por dois anos 2º lugar. Em 2024, foi campeã brasileira e top 4 no Pan-Americano. É campeã sul-americana. A minha vida se resume às viagens, às competições e aos meus filhos. Enxergo a vida de maneira diferente”. Nesse trajeto de 150 km de aniversário, Rosilene não estava apenas no carro de apoio, ela estava assistindo ao próprio milagre. Ela, que ouviu que não estaria aqui para os 15 anos da filha, viu a menina recusar a festa para estar na estrada. A trajetória das duas é feita de subidas íngremes. Rosilene já pedalou sob o peso de críticas ao seu corpo, enfrentou a gordofobia no esporte enquanto lutava contra o câncer, mas nunca tirou os olhos do propósito. O pódio mais bonito não foi o das medalhas, mas o dia em que mãe e filha correram em dupla e subiram juntas ao degrau mais alto. Hoje, Rosilene escolheu a qualidade de vida em vez do rigor da revalidação do diploma médico no Brasil. Ela cuida do bem-estar, dos outros dois filhos e da carreira de Millene. Os 150 km completados no dia 1º representam a distância que elas percorreram para longe daquela sentença de morte de 2020. A vida, para elas, agora é medida em quilômetros de presença. “Ela ingressou assim forte no esporte há quatro anos e há dois anos fez parte de uma das melhores equipes nacionais, mas infelizmente o contrato encerrou em outubro e ela começou a fazer esse pedido. Millene sabia que a gente não iria fazer uma grande festa, mas algo iria ter porque são 15 anos, uma data muito simbólica. Mas desde quando perdeu o contrato, ela começou a pedir para fazer 150 km no dia do aniversário. Pensei que ia passar. Ela falou que só queria isso”.














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