A inflação em Campo Grande fechou 2025 em 3,14%, abaixo do índice nacional, que terminou o ano em 4,26%. O dado é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), responsável pelo cálculo do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), principal termômetro oficial da inflação no país. Em dezembro, a variação mensal na Capital foi de 0,17%, menor que a registrada em novembro, sinalizando desaceleração no fim do ano. De forma simples, inflação é o aumento médio dos preços. Quando o IPCA sobe, o dinheiro compra menos. Em dezembro, seis dos nove grupos pesquisados tiveram alta em Campo Grande, mas dois dos mais importantes para o dia a dia ajudaram a segurar o índice: Alimentação e bebidas e Habitação. O primeiro caiu 0,25%, puxado pela redução de preços de itens como abacaxi, alho, frango e leite. Já Habitação recuou 0,46%, principalmente por causa da queda na conta de energia elétrica residencial. Por outro lado, alguns vilões continuam bem ativos. O grupo Transportes subiu 0,5% em dezembro e teve o maior impacto individual no índice mensal, influenciado pelo aumento expressivo do transporte por aplicativo e das passagens aéreas. Despesas pessoais, que incluem lazer e serviços, também avançaram 0,52%, mostrando que sair de casa segue mais caro. O fechamento do ano mostra um cenário contraditório. A inflação em Campo Grande ficou dentro da meta oficial e abaixo da média nacional, o que é positivo. Porém, isso não significa alívio geral. Alguns grupos essenciais, como Saúde e cuidados pessoais e Habitação, acumulam altas acima de 4% no ano, enquanto Despesas pessoais passaram de 5,7%.