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Entenda por que as lágrimas de um Bolsonaro fragilizado não comovem a população

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Foi numa manhã de sábado, dia 22 de novembro, quando a Polícia Federal bateu à porta de Jair Bolsonaro, em Brasília, para prender o ex-presidente. O encarceramento era preventivo e ainda não estava relacionado à condenação por ter planejado e liderado uma tentativa de golpe de Estado para tentar se manter no poder.

Três dias depois, no dia 25, ele começaria a cumprir sua pena de 27 anos e três meses imposta pelo Supremo Tribunal Federal. E desde esse dia, o ex-chefe do Planalto não parou de ser acometido por uma série de enfermidades e complicações de saúde, que levaram, inevitavelmente, a sucessivas intervenções cirúrgicas e internações.

Os problemas parecem ter começado a se agravar quando o ex-mandatário ainda cumpria prisão domiciliar. Em setembro do ano passado, Bolsonaro precisou ser levado às pressas para um hospital de Brasília após apresentar crise de soluço, vômito e pressão baixa. Os soluços, inclusive, tornaram-se uma espécie de marca registrada dos problemas de saúde do ex-presidente.

Em dezembro, já na cela da Superintendência da Polícia Federal, Bolsonaro precisou passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, problema que ocorre quando tecidos do interior do abdômen saem por um ponto frágil da parede muscular abdominal, formando uma espécie de abaulamento no local.

Realizado em um hospital particular de Brasília, com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF, o procedimento durou mais de três horas e, de acordo com os médicos responsáveis, transcorreu conforme o previsto.

Dias depois, em 27 de novembro, o ex-presidente precisou ser submetido a uma nova cirurgia, desta vez de bloqueio do lado direito do nervo frênico, responsável pelo controle do diafragma. O procedimento teve como objetivo amenizar as recorrentes crises de soluço.

Mais recentemente, os problemas de saúde no cárcere foram além. No início deste mês de janeiro, o médico Brasil Caiado informou que Bolsonaro caiu ao caminhar e sofreu um traumatismo craniano leve. Um boletim médico do Hospital DF Star apontou ter sido “evidenciada nos exames de imagem leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica”.

E a cada episódio envolvendo uma piora no estado de saúde do ex-presidente da República, seja uma internação às pressas, uma queda ou a intensificação dos soluços, quase que invariavelmente surge um pedido da defesa ou da família para que Bolsonaro retorne ao regime de prisão domiciliar.

Bolsonaro imitando pessoa com falta de ar | Foto: Reprodução

É preciso entender: trata-se de um movimento que vai além do aspecto técnico-jurídico, sustentado no argumento de que Bolsonaro é um idoso de 70 anos e está com a saúde fragilizada. Essa estratégia depende, também, da opinião pública. A defesa de Bolsonaro sabe que, para que ministros do STF cedam e autorizem o retorno do ex-presidente para casa, é necessário algum grau de sensibilização popular.

Ocorre que, a cada notícia ou postagem nas redes sociais envolvendo a saúde do político do PL, as publicações são inundadas por milhares de comentários que revelam exatamente o oposto de empatia. O fato é simples: Bolsonaro não desperta empatia. Nenhuma.

A maioria esmagadora dos comentários, espalhados por diferentes plataformas, não é sequer de internautas zombando do ex-presidente ou afirmando que ele mereça os infortúnios que enfrenta. O que predomina são reproduções literais de falas do próprio Bolsonaro, feitas sobretudo durante a pandemia, período em que ele desdenhou reiteradamente do sofrimento de vítimas e familiares de um vírus que, apenas no Brasil, matou mais de 700 mil pessoas.

As frases mais citadas são justamente aquelas que marcaram a memória coletiva. No auge da pandemia, quando a Covid-19 já não matava dezenas, mas centenas e até milhares de pessoas por dia, Bolsonaro disparava declarações como “Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”, “No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar”, “Vão ficar chorando até quando?” e, ao ser questionado sobre as mortes: “Não sou coveiro”.

Houve uma ocasião em que Jair chegou ao cúmulo de imitar, em tom de deboche, uma pessoa com falta de ar (sintoma da Covid-19) em uma de suas lives. Há também quem recorde quando o ex-presidente desejou um câncer à então presidente Dilma Rousseff. A declaração foi feita em entrevista ao Jornal Opção, durante passagem por Goiânia. Anos depois, de forma irônica, o próprio Bolsonaro desenvolveria um câncer de pele.

A estratégia da família e da defesa de Bolsonaro, de apelar ao discurso humanitário e tentar comover tanto o Judiciário quanto a população quanto à fragilidade do ex-chefe do Executivo, esbarra em um obstáculo bem difícil de contornar: a memória. A imagem que permanece é a de um homem que não demonstrou qualquer compaixão, não derramou uma lágrima quando milhares de brasileiros morriam diariamente.

Se depender da empatia do brasileiro para um homem que imitou pessoas com falta de ar – quando inúmeras delas literalmente morriam nos hospitais por falta de oxigênio -, vá para o regime domiciliar, ele deve ficar um longo, longo, longo tempo na cadeia.

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