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“Abandonar também é degradar”: mercado critica modelo atual de preservação do João Leite e defende nova proposta da Semad

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A manutenção do Parque Estadual do João Leite sem uso estruturado e sem investimentos permanentes pode estar contribuindo para sua própria degradação ambiental. A avaliação é do presidente do Secovi-Goiás, Antônio Carlos da Costa, que defende a adoção de um modelo de ocupação sustentável como forma de proteger a área estratégica para o abastecimento hídrico da Região Metropolitana de Goiânia.

Segundo ele, o estado atual do parque — marcado por incêndios recorrentes, abandono de infraestrutura e dificuldade de fiscalização — demonstra que a simples restrição de uso não tem sido suficiente para garantir a preservação ambiental. “Do jeito que está hoje, o parque pega fogo todo ano, vai sendo deteriorado, e isso é o pior cenário possível. Se a gente não criar uma forma responsável de ocupação, nós vamos perder o parque”, afirmou.

O dirigente do Secovi-GO argumenta que áreas ambientalmente sensíveis exigem presença permanente, monitoramento e recursos para manejo adequado. “Preservar nascente não é deixar abandonado. É ocupar com responsabilidade. Quando não há uso, não há vigilância, não há cuidado e o resultado é degradação contínua”, avalia.

Ocupação sustentável como ferramenta de proteção

Para Antônio Carlos, o debate sobre o futuro do João Leite precisa superar a dicotomia entre exploração predatória e preservação absoluta. Na visão do setor imobiliário, a alternativa está em um modelo que combine conservação ambiental, educação, cultura e sustentabilidade econômica.

“O Estado, sozinho, já demonstrou que não consegue cuidar do parque de forma eficiente. É preciso que o poder público exerça o papel de regulador e fiscalizador, mas que a operação conte com a força da iniciativa privada, de institutos ou fundações especializadas”, afirma.

Ele defende que qualquer projeto respeite rigorosamente as áreas de nascentes e o papel do parque como reservatório hídrico, mas ressalta que isso não inviabiliza a criação de equipamentos de visitação controlada, educação ambiental e atividades culturais de baixo impacto.

Críticas ao modelo exclusivamente restritivo

O presidente do Secovi-GO também critica o que chama de postura exclusivamente proibitiva no debate ambiental. Segundo ele, rejeitar qualquer proposta de uso sem apresentar alternativas viáveis acaba perpetuando o abandono.

Antônio Carlos Costa, presidente do Secovi | Foto: Divulgação

“Eu sou muito cético em relação a quem apenas condena, sem apresentar solução. Assim como também sou contra projetos sem critério. O que precisamos é discutir modelos responsáveis, que tenham sustentabilidade ambiental, social e econômica ao mesmo tempo”, diz.

Na avaliação do dirigente, sem geração de receita e sem uso social, projetos ambientais tendem a se tornar insustentáveis no longo prazo. “Não adianta implantar algo bonito e depois abandonar. Precisa ter visitação, educação ambiental, envolvimento da comunidade e um modelo econômico que sustente a operação ao longo dos anos.”

Incêndios recorrentes expõem fragilidade do sistema atual

Antônio Carlos cita os incêndios frequentes como um dos principais sinais de fragilidade do modelo atual de preservação. Para ele, a ausência de presença constante e de gestão ativa transforma o parque em uma área vulnerável.

“Todo ano é a mesma coisa. Fogo, degradação, perda ambiental. Isso não é preservação. Preservar é cuidar, é estar presente, é ter estrutura”, afirma.

O dirigente defende que o debate sobre concessão e uso público do Parque Estadual do João Leite seja aprofundado, com participação do poder público, iniciativa privada, universidades e sociedade civil, antes que a degradação avance ainda mais.

“O João Leite é a nossa caixa d’água. Proteger a água tem que ser o foco principal. Mas proteger não é abandonar. É garantir que o parque tenha função, cuidado e sustentabilidade no tempo”, conclui.

Leia também: Concessão em estudo prevê novo polo de lazer, gastronomia e turismo no Parque João Leite

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