O dólar comercial fechou em alta de 1,03% nesta sexta-feira (30), cotado a R$ 5,24, enquanto o Ibovespa caiu 0,97% e encerrou aos 181.364 pontos. O movimento refletiu ajustes no mercado brasileiro no último pregão de janeiro. Apesar da valorização diária, o dólar acumulou queda de 4,39% no mês e no ano. A desvalorização manteve a trajetória observada ao longo de 2025, segundo dados do mercado financeiro. O índice Ibovespa, mesmo com a baixa da sessão, fechou janeiro com alta de 12,56%. No acumulado semanal, o índice subiu 1,40%, sustentado por ações de setores ligados ao consumo e serviços. No Brasil, os investidores acompanharam os novos dados do mercado de trabalho divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa média de desemprego caiu para 5,6% em 2025, o menor nível desde o início da série, em 2012. O índice recuou um ponto percentual em relação a 2024. A população desocupada somou 6,2 milhões de pessoas, queda de 14,5%, enquanto o total de ocupados atingiu recorde de 103 milhões. O rendimento médio real subiu 5,7% e chegou a R$ 3.560. A massa de rendimentos alcançou R$ 361,7 bilhões, no maior patamar da série. O crescimento do emprego ocorreu em setores menos dependentes de crédito, como serviços, setor público, informação, comunicação e atividades financeiras. Mesmo com a Selic em 15% ao ano, o mercado de trabalho seguiu aquecido. Economistas avaliam que o cenário sustenta a atividade econômica, mas dificulta o controle da inflação de serviços. A expectativa aponta para alta gradual do desemprego em 2026. No exterior, o mercado reagiu à indicação de Kevin Warsh para comandar o Fed (Federal Reserve), o banco central dos Estados Unidos. O nome substitui Jerome Powell, cujo mandato termina em maio, após aprovação do Senado.