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Após 7 anos de luta contra dois tipos de câncer, Maria tocou o sino da cura

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Após sete anos de luta contra dois tipos de câncer, a quarta-feira (4) teve um significado especial para a estudante de medicina Maria Eduarda Gonçalves, de 26 anos. Justamente no Dia Mundial de Combate ao Câncer, ela recebeu alta médica, tocou o sino do hospital, gesto simbólico que marca o fim do tratamento. Na saída do hospital, ela teve uma surpresa  organizada por amigos e dezenas de agentes da segurança pública que fizeram parte de uma rede de apoio que se manteve ao longo dos anos.  Em 2019, quando tinha 19 anos, Maria Eduarda recebeu o diagnóstico de leucemia. Foram cinco anos de tratamento intenso que incluiu 16 sessões de quimioterapia e três anos de quimioterapia oral.  Segundo ela, ainda durante o tratamento um novo desafio surgiu. Em 2024, a jovem descobriu um novo câncer, desta vez de tireoide. “Antes de receber alta da leucemia, eu descobri que tinha câncer de tireoide. Foi um choque porque eu achava que aquela fase estava acabada”, conta. O tratamento do câncer de tireoide incluiu duas cirurgias e uma iodoterapia. Apesar de já ter enfrentado a quimioterapia anos antes, ela conta que o medo voltou a aparecer. “Eu estaria mentindo se dissesse que não senti medo, que não tive emoções muito fortes durante todo esse processo”, admite.  Ao mesmo tempo, foi nesse período que ela descobriu uma força que não imaginava ter. “Eu me descobri uma pessoa muito forte, com muita vontade de viver. Depois da ciência, eu me agarrei muito à fé. Eu creio que tudo tem um porquê, tudo tem um propósito, mesmo quando a gente não consegue enxergar na hora. Eu sabia que, no final, Deus estava me guardando para algo maior”, avalia.  Durante todo o tratamento, a rede de apoio foi essencial. Familiares e amigos se mobilizaram em diversas campanhas de doação de sangue, fundamentais para a recuperação de Maria. Entre os doadores estavam agentes de diferentes forças de segurança pública, como guardas municipais, policiais civis, militares, rodoviários e federais, além de bombeiros e agentes do Samu. “Quando eu estava internada, precisei de doação de sangue. Basicamente, todo esse pessoal que veio aqui hoje são pessoas que doaram para mim durante esse processo. Eu não sei de quantas bolsas precisei, mas sei que o sangue deles está correndo nas minhas veias. Ter todos aqui hoje é muito significativo, porque eu só posso estar aqui porque eles separaram um tempo da vida deles para doar. A cura não se alcança sozinha”, afirma. Hoje, Maria Eduarda recebeu alta definitiva da leucemia após cumprir o período crítico de cinco anos. Sobre o câncer de tireoide, ela seguirá sendo acompanhada por toda a vida, como prevê o protocolo. “Tocar o sino foi anunciar para mim mesma que passou e que está tudo bem agora. Não sei como vai ser o amanhã, mas o hoje está maravilhoso”, finaliza.  Acompanhe o  Lado B  no Instagram @ladobcgoficial , Facebook e  Twitter . Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp  (67) 99669-9563 (chame aqui) . Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News .  














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