A nova montagem de Jorge Farjalla, de "Ópera do Malandro", faz o palco do
Teatro Renault vibrar como um terreiro urbano, onde o texto de
Chico Buarque de 1978 é incorporado. A Lapa dos anos 1940 perde qualquer nostalgia e se estabelece como uma junção de fios onde o sagrado do rito e o profano da sobrevivência se entrelaçam. A malandragem torna-se sabedoria muscular, um conjunto preciso de movimentos. O giro do quadril, a firmeza do olhar, o jeito de ocupar o espaço que define quem sobrevive e quem se perde no jogo.
Leia mais (02/05/2026 - 11h00)