Para reforçar os estoques de sangue antes do Carnaval, cerca de 100 voluntários do Instituto Tamojunto participam de uma ação de doação no Hemosul de Campo Grande, na manhã deste sábado (7). Além de contribuir com o banco de sangue, o grupo também busca incentivar a doação como um hábito regular. Segundo o presidente de honra do Instituto Tamojunto e diretor-presidente da Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul), Carlos Alberto de Assis, a iniciativa surgiu há cerca de dez anos, de forma simples, e cresceu com o passar do tempo. No início eram de cinco a dez pessoas que participavam. "Hoje, estamos aqui com cerca de 100 doadores. Isso não tem preço. Muita gente ainda não sabe a importância da doação de sangue. É rápido, o atendimento é bom e uma bolsa pode salvar até quatro vidas”, destacou. O presidente de honra também reforçou que doar não gera custos para o voluntário, mas pode fazer diferença na vida de quem precisa. “O que é uma manhã dedicada a pessoas que a gente nem conhece, mas que podem estar precisando naquele momento?”, questionou. Com a proximidade do Carnaval, período que historicamente registra aumento na demanda por transfusões devido a acidentes, o presidente de honra do Instituto Tamojunto destacou que a doação é uma forma de celebrar com responsabilidade. “A melhor forma de brincar o Carnaval é doar sangue antes. Você vai com a consciência tranquila, com a alma leve, sabendo que fez o bem”, afirmou. O colaborador do Instituto Tamojunto, Vinicius Echeverria Brites, de 45 anos, também participou da mobilização e destacou a necessidade de manter os estoques abastecidos, especialmente nesta época do ano. “Com a chegada do Carnaval, aumentam os acidentes e a necessidade de sangue. Essa ação ajuda a repor o estoque do Hemosul”, afirmou. Vinicius contou ainda que doa sangue desde os 18 anos e defendeu que o hábito vá além de campanhas pontuais. “Não é só no Carnaval. Doar sangue precisa ser um compromisso para a vida toda”, finalizou. Entre os doadores estava o servidor público Paulo Ferreira Rosa, de 51 anos, que doa sangue há seis anos. Para ele, o ato é insubstituível. “Só o fato de saber que estou servindo a comunidade já é tudo. Não tem como fabricar sangue, só com doação. Quem tem condições deveria doar regularmente”, disse. Paulo também ressaltou a importância do seu tipo sanguíneo. “Sou do tipo O positivo, que é considerado doador universal. Isso aumenta ainda mais a responsabilidade”, completou. O período de Carnaval é considerado crítico para os pontos de coleta de doação de sangue em Mato Grosso do Sul. Isso ocorre porque muitas pessoas viajam e, com o aumento do consumo de álcool, cresce o número de doadores temporariamente inaptos. Além disso, o maior fluxo de veículos nas rodovias eleva o número de acidentes, o que influencia diretamente na demanda por bolsas de sangue. Serviço - Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos. Em caso de menores de idade, é necessário estar acompanhado do responsável legal. A primeira doação pode ser feita somente até os 60 anos de idade. Em Mato Grosso do Sul, os doadores precisam ter 51 kg ou mais. A ação acontece neste sábado no Hemosul da Avenida Fernando Corrêa da Costa, 1304, em Campo Grande.