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Conta chegou: inadimplência força renegociação bilionária no agro de MS

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Os produtores rurais de Mato Grosso do Sul responderam por 6,5% do total de dívidas renegociadas com o Banco do Brasil em 2025, que atingiram a marca de R$ 35,5 bilhões no país, conforme o dado regional da instituição financeira solicitado pelo Campo Grande News . Ao todo, os débitos rurais sul-mato-grossenses renegociados somaram R$ 2,3 bilhões, distribuídos em 954 operações. O volume corresponde a 3,3% das cerca de 29 mil operações prorrogadas no país, beneficiando 21 mil clientes. As dívidas foram renegociadas com base na MP (Medida Provisória) nº 1.314/25, que estabeleceu regras especiais para produtores rurais liquidarem ou amortizarem operações de custeio, investimento e CPR (Cédula de Produto Rural). A medida beneficia operações de contratos que estavam em dia até 30 de junho de 2024, mas que posteriormente se tornaram inadimplentes ou foram renegociados. Do total nacional renegociado, R$ 32,2 bilhões referem-se a operações com recursos livres e R$ 3,3 bilhões a operações com fontes supervisionadas. “Durante toda a vigência da MP, trabalhamos intensamente e conduzimos as operações com elevado rigor técnico, avaliando cuidadosamente a capacidade de pagamento dos produtores e a qualidade das garantias envolvidas. Nossa estratégia foi apoiar os clientes na recomposição do fluxo de caixa, analisando caso a caso, e assegurar a continuidade da atividade produtiva. Com a renegociação, reafirmamos o papel do Banco do Brasil como parceiro estratégico do agro”, afirma Tarciana Medeiros, presidenta do banco. Lucro do BB cai puxado pela inadimplência  A reboque da inadimplência no agronegócio, o lucro líquido ajustado do Banco do Brasil somou R$ 20,685 bilhões em 2025, uma queda de 45,4% na comparação anual, segundo balanço divulgado na quarta-feira (11) pela instituição. O resultado também refletiu a resolução do Conselho Monetário Nacional em vigor desde janeiro do ano passado, que alterou regras contábeis das instituições financeiras e impactou o resultado. A norma mudou o modelo de provisões – reservas financeiras para cobrir possíveis calotes – para o conceito de perda esperada, baseado em estimativas. A alteração interferiu no reconhecimento de receitas e despesas, levando o banco a deixar de reconhecer R$ 1 bilhão em receitas de crédito. Inadimplência em alta O índice de inadimplência, que considera atrasos superiores a 90 dias, fechou 2025 em 5,17%, acima dos 3,16% registrados em dezembro de 2024. O resultado foi influenciado principalmente pelo agronegócio, segmento em que o banco lidera na concessão de crédito, e pela carteira de cartões de crédito. Na carteira do agronegócio, o índice ficou em 6,09%, alta de 1,25 ponto percentual no último trimestre de 2025. Conforme indicador da Serasa Experian divulgado em janeiro, a inadimplência dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul alcançou 8,3% no terceiro trimestre do ano passado, mesmo percentual da média nacional. No recorte regional do Centro-Oeste, a taxa sul-mato-grossense ficou abaixo da registrada em Mato Grosso (10,5%) e Goiás (8,8%), mas acima de estados com forte produção agropecuária, como São Paulo (6,8%), Paraná (5,8%) e Rio Grande do Sul (5,1%). Carteira de crédito do agro Em 2025, a carteira agronegócio total do Banco do Brasil atingiu R$ 406,1 bilhões, alta de 2,1% em 12 meses. Até dezembro, o banco desembolsou R$ 103,9 bilhões no âmbito do Plano Safra 2025/26, além de R$ 12,3 bilhões em linhas voltadas à cadeia de valor. Das 281 mil operações contratadas, 73% foram destinadas à agricultura familiar (Pronaf) e a médios produtores (Pronamp).














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