Chuva volta a alagar Jardim Noroeste e moradores dizem viver o cenário há anos
Bastaram menos de uma hora de chuva forte para que uma cena já conhecida reaparecesse no Jardim Noroeste, em Campo Grande: ruas tomadas pela enxurrada, quintais inundados e moradores em alerta para evitar novos prejuízos. Para quem vive no bairro, o episódio desta sexta-feira não foi surpresa — apenas mais um capítulo de um problema antigo. Vídeos enviados ao canal Direto das Ruas mostram vias transformadas em verdadeiros canais de água, com correnteza atravessando quadras inteiras. A força da chuva voltou a expor fragilidades na drenagem da região, reclamação recorrente entre os moradores. Na Rua Aqueluz, o mecânico Rafael Ferreira relata que aprendeu a acompanhar cada temporal com preocupação. Morador há cinco anos, ele afirma já ter enfrentado alagamentos anteriores que resultaram em perdas dentro de casa. “Quando começa a chover forte, a gente já sabe o que pode acontecer. Não é algo novo aqui. Já perdi móveis e tive bastante prejuízo em outras vezes”, contou. Nesta manhã, a água avançou pelo quintal e parou próxima à entrada do imóvel. Entre vizinhos, a reação mistura indignação e resignação. Em um dos registros feitos durante a chuva, um morador ironiza a situação ao dizer que o volume de água transformou a rua em lugar “bom até para pescar”, comentário que reflete o sentimento de quem convive com o problema repetidamente. Segundo relatos, pedidos de solução já foram encaminhados a representantes do bairro e também relacionados a intervenções de infraestrutura realizadas na região, mas os moradores afirmam que as respostas nunca chegam de forma definitiva. A Prefeitura de Campo Grande foi procurada para comentar a situação e informar possíveis medidas estruturais para evitar novos alagamentos, mas ainda não havia retornado até o fechamento desta matéria. Dados do meteorologista Natálio Abrão apontam que choveu cerca de 23 milímetros em 51 minutos na Capital — volume que, no Jardim Noroeste, voltou a revelar uma realidade que se repete sempre que a chuva aperta.