Perfis falsos são criados após tragédia em Itumbiara; especialista alerta para golpes de oportunistas
A repercussão nacional do caso em que um pai matou os dois filhos em Itumbiara e, em seguida, cometeu suicídio, trouxe à tona não apenas a comoção pública, mas também um fenômeno que chamou a atenção de usuários: a criação de perfis falsos nas redes sociais. Tanto em nome do pai quanto da mãe, diversas contas foram abertas, explorando a curiosidade das pessoas e, em muitos casos, servindo de porta de entrada para golpes virtuais.
Em entrevista ao Jornal Opção, o especialista em segurança digital, Fábio Szescsik, explica que esse tipo de prática é recorrente em casos de grande repercussão. “Quando tem casos grandes nacionais, como o da Isabella Nardoni [2008] ou da Eliza Samúdio [2010], há um pico imediato de buscas. As pessoas começam a procurar notícias e os criminosos digitais enxergam isso como oportunidade de ganhar seguidores, viralizar conteúdo ou até mesmo explorar para ataques de phishing”, afirma.
Segundo ele, a psicologia da curiosidade e do choque leva muitos usuários a clicar em links suspeitos. “As pessoas querem entender a mente do criminoso ou acessar supostos bastidores da vítima e acabam entrando em perfis falsos. Muitas vezes, esses perfis pedem doações falsas ou oferecem conteúdos inexistentes. É nesse momento que os golpes se materializam”, alerta.
Após o caso de Itumbiara, houve uma proliferação de perfis falsos relacionados à família envolvida. “Todos têm a mesma finalidade, usar informações para gerar golpes. Seja pedindo doações, seja oferecendo links para supostas fotos ou detalhes do caso. Como nem todo mundo tem consciência sobre riscos cibernéticos, muitos acabam acreditando que o perfil é verdadeiro”, aponta.
O especialista ressalta que os criminosos se aproveitam da falta de preparo digital da maioria dos usuários. “Dificilmente alguém pensa como um criminoso. A pessoa vê o nome, a foto correspondente e algumas informações aparentemente verdadeiras e confia. O cérebro humano funciona assim: se duas informações anteriores são verdadeiras, a terceira também parece ser. É por isso que esse tipo de ataque ainda é tão bem-sucedido”, explica.
Para evitar cair em golpes, Fábio recomenda frear a curiosidade e buscar informações apenas em veículos de comunicação confiáveis. “Ninguém vai postar fotos ou links sem ter algum interesse por trás. Então, o primeiro passo é controlar a curiosidade. Tecnicamente, é possível verificar se o perfil foi criado recentemente, quantos seguidores tem e o conteúdo das postagens, mas a maioria não faz isso. O melhor caminho é acompanhar pelos jornais, pela TV, e não pelas redes sociais ou WhatsApp, onde circulam muitos links maliciosos”, finaliza.
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