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Atleta olímpica Laís Souza comenta avanço de pesquisa brasileira sobre lesão medular

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A ex-ginasta olímpica Laís Souza voltou a se posicionar sobre pesquisas envolvendo regeneração da medula espinhal e afirmou acompanhar com atenção o desenvolvimento da polilaminina, medicamento inédito apresentado por pesquisadores brasileiros como potencial tratamento para lesões medulares.

Tetraplégica desde 2014, após um acidente durante treinamento, Laís relatou que, ao longo de 12 anos convivendo com a lesão, acompanhou estudos em diferentes países, sempre com cautela. Segundo ela, a pesquisa conduzida no Brasil foi a primeira a despertar uma expectativa real.

“Eu sempre disse que viajaria para qualquer lugar do mundo se surgisse uma pesquisa verdadeiramente promissora. E nunca imaginei que essa luz estaria tão perto, aqui na nossa casa”, afirmou.

A polilaminina é resultado de 25 anos de pesquisa liderada pela professora doutora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com uma equipe de biólogos. O composto, produzido a partir da placenta humana, demonstrou potencial para estimular neurônios maduros a rejuvenescerem e promover o crescimento de novos axônios, fibras responsáveis pela condução de impulsos elétricos.

Nos estudos experimentais, a substância foi aplicada diretamente na coluna de voluntários. Oito pacientes apresentaram recuperação parcial ou total dos movimentos. Entre os casos divulgados está o de Bruno Drummond de Freitas, que recebeu a aplicação 24 horas após um acidente automobilístico e relatou recuperação completa dos movimentos em cinco meses.

Outro exemplo citado é o da atleta paralímpica de rugby Hawanna Cruz Ribeiro, que afirma ter recuperado cerca de 70% do controle do tronco após a aplicação.

O projeto conta com investimento de R$ 28 milhões do laboratório Cristália, responsável pela produção do medicamento. A empresa aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar um estudo clínico regulatório mais amplo, previsto para ocorrer no Hospital das Clínicas da FMUSP e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Otimismo com responsabilidade

Apesar da repercussão positiva, Tatiana Sampaio tem defendido prudência. “Não vendemos ilusões, trazemos evidências. Os resultados não são iguais para todos. Quanto mais rápida a aplicação, melhores os efeitos. Ainda é preciso comprovar a segurança em humanos em larga escala”, afirmou em entrevista.

Inicialmente, os testes devem priorizar casos agudos, com até três meses da lesão. Pacientes com quadros crônicos também apresentaram evolução nos estudos preliminares, mas devem integrar uma etapa posterior.

Ao comentar o avanço, Laís Souza destacou que acompanha cada atualização “com otimismo, cautela e pés no chão”. Para a ex-atleta, o avanço científico representa uma possibilidade histórica para milhões de pessoas que convivem com lesão medular.

“Que essa descoberta alcance quem já espera há décadas e também transforme o futuro das próximas gerações”, declarou.

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