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Caiado diz que “autoridade moral” virou diferencial de Goiás, exalta virada fiscal e faz críticas ao governo federal em discurso na Alego

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O governador Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o Brasil vive hoje uma “ausência de moral” e de “autoridade moral”, enquanto Goiás teria seguido caminho distinto ao preservar o dinheiro público e reorganizar as contas do Estado. A declaração marcou o tom do discurso feito nesta quarta-feira, 18, durante a solenidade de instalação da 4ª Sessão Legislativa Ordinária da 20ª Legislatura da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

Segundo Caiado, mesmo sem unanimidade política, o diferencial da gestão goiana estaria na forma de administrar os recursos públicos. “Podem até não concordar com tudo. Mas aqui o dinheiro público é preservado e é bem aplicado”, afirmou, ao defender que o Estado se tornou uma referência nacional em gestão.

O governador atribuiu a mudança de imagem de Goiás a uma ruptura com práticas que, segundo ele, marcaram períodos anteriores, como corrupção, desorganização administrativa e avanço da criminalidade. Citou levantamentos de opinião que apresenta alta aprovação popular e disse que o Estado passou a ocupar um novo patamar no cenário nacional. “Goiás não era tratado como referência. Passou a ser”, declarou.

Da avaliação de “ingovernável” à disputa de indicadores fiscais

Ao longo da fala, Caiado insistiu que o debate público deve se apoiar em números e não em percepções subjetivas. “Não é ‘eu acho’ ou ‘eu sinto’. Vamos discutir com dados concretos”, afirmou, antes de relembrar o cenário fiscal encontrado após sua eleição, em 2018.

Segundo o governador, ainda antes de assumir o cargo, ouviu de integrantes do Ministério da Fazenda que Goiás era considerado um Estado “ingovernável”, com bloqueios no Tesouro Nacional e classificação fiscal próxima do limite. Ele afirmou que a avaliação ignorava a relação entre dívida e arrecadação — indicador que, em sua leitura, deveria ser central.

“Quando eu recebi o Estado, Goiás devia 93% de tudo o que arrecadava. Hoje, deve 62,2%”, disse, ao projetar que o vice-governador Daniel Vilela deverá entregar o governo com classificação ainda melhor.

Caiado também comparou a trajetória goiana com a do país, afirmando que a dívida pública nacional teria crescido nos últimos anos. Citou análises internacionais para sustentar críticas ao governo federal, que classificou como marcado por “demagogia” e “populismo fiscal”.

Orçamento revisto, dívidas herdadas e relação com a União

O governador afirmou que, ao assumir, encontrou um orçamento que precisou ser reavaliado pelo Legislativo, com a identificação de R$ 6,4 bilhões em dívidas imediatas, incluindo salários e pagamentos a fornecedores. Disse que o Estado acumulava passivos com milhares de prestadores de serviço e uma dívida consolidada de cerca de R$ 19 bilhões.

Caiado defendeu a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) como necessária para reorganizar as contas e afirmou que Goiás manteve os compromissos assumidos. Ao tratar da relação com a União, disse que o Estado contribuiu mais do que recebeu nos últimos anos. “Goiás entregou R$ 124 bilhões ao país e recebeu R$ 62 bilhões de volta”, afirmou, ao contestar a narrativa de que o governo federal teria arcado com dívidas estaduais.

Segurança pública, investimentos e contestação ao discurso do déficit

Ao avançar para a área de segurança, Caiado afirmou que escolheu esse setor como prioridade inicial por considerá-lo essencial à governabilidade. “É um alicerce”, disse. Em tom mais duro, criticou o governo federal e associou a expansão do crime organizado à conivência institucional ao longo dos últimos anos.

Segundo o chefe do Executivo, Goiás também enfrentava domínio de facções, especialmente no Entorno do Distrito Federal e em cidades turísticas, mas teria mudado esse cenário com uma política de enfrentamento direto. “Bandido muda de profissão ou muda do Estado”, afirmou.

Caiado citou estudos internacionais que apontariam milhões de brasileiros vivendo sob influência do crime organizado e afirmou que essa realidade não se repete em Goiás. Atribuiu à política de segurança a redução de crimes e a melhoria de indicadores econômicos e sociais.

O governador comparou o início e o fim de sua gestão ao afirmar que assumiu o Estado com cerca de R$ 11 milhões em caixa e dívidas imediatas de R$ 6,4 bilhões, e que deixará o cargo com aproximadamente R$ 9,8 bilhões disponíveis.

Rebateu críticas sobre déficit primário, argumentando que o Estado acumulou recursos ao longo dos anos para ampliar investimentos. Segundo ele, Goiás teria alcançado a maior capacidade de investimento entre os estados, com mais de R$ 7 bilhões aplicados em 2025 em obras de infraestrutura, educação e saúde.

Saúde, educação, uso do gasto público, tecnologia e minerais estratégicos

Na área da saúde, Caiado afirmou que Goiás não possuía leitos estaduais para tratamento oncológico quando assumiu o governo e citou a interiorização dos serviços. Destacou o Complexo Oncológico de Referência do Estado (Cora) como exemplo de investimento estruturante e criticou obras que classificou como ineficientes em gestões anteriores.

Na educação, disse que Goiás avançou em indicadores nacionais, como o Ideb e a alfabetização infantil, e criticou o baixo valor repassado pela União para alimentação escolar. Também atacou a expansão desordenada de cursos de medicina no país, tema que, segundo ele, compromete a formação profissional.

Caiado também abordou investimentos em inteligência artificial, afirmando que Goiás aprovou uma legislação própria e implantou projetos voltados à segurança pública. Citou ainda ações para exploração de minerais críticos e terras raras, com parcerias internacionais e a criação de uma autoridade estadual específica, aprovada pela Assembleia Legislativa.

Segundo o governador, o Estado avançou em áreas estratégicas sem apoio direto do governo federal, o que, em sua avaliação, reforça a autonomia e a capacidade de planejamento da gestão estadual.

Anúncios finais e tom de despedida

Já no encerramento do discurso, Caiado afirmou que encaminhará à Assembleia projetos de lei para anistiar cerca de 10 mil produtores rurais, com passivos estimados em R$ 1 bilhão. Disse que a medida só foi possível após a reorganização fiscal do Estado.

Ao lado de Daniel Vilela, anunciou ainda o envio de proposta para extinguir o Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra), decisão que, segundo ele, foi construída de forma conjunta.

Em tom de despedida, Caiado afirmou que deixa o governo “de cabeça erguida” e disse que permanecerá em Goiás após o fim do mandato. Defendeu que a experiência administrativa do Estado pode servir de referência nacional, mas reconheceu que o debate político seguirá marcado por disputas de narrativa.

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