A senadora Tereza Cristina Corrêa da Costa (PP) considera que a prefeita da Capital e sua colega de legenda, Adriane Lopes, sofre injustiça diante das críticas que tem enfrentado. Para ela, ao assumir a administração do Município, a prefeita “pegou uma situação muito complicada.” Adriane administra a cidade desde 2022, quando o então prefeito Marcos Trad (PDT) se desligou do mandato para disputar as eleições estaduais. Em 2024, ela concorreu à reeleição e iniciou novo período em janeiro do ano passado. Para Tereza, o primeiro ano foi para ajustes macro e micro. Foi um ano em que a gestora apresentou uma série de projetos para transformar em leis prevendo cortes nas despesas, diante da delicada situação das finanças, com praticamente 100% das receitas comprometidas com folha de pessoal e custeio da máquina pública. Isso deixou os cofres sem recursos para investimentos. Como consequência, a cidade está cheia de vias esburacadas – uma das principais críticas enfrentadas pela prefeita – e essa situação se agrava no período chuvoso. Em evento nesta manhã, a senadora comentou que a solução imediata é o tapa-buracos, que vem sendo feito, “mas o que precisa é fazer esse recapeamento da malha viária de Campo Grande.” Para isso, Tereza diz que há um esforço com a bancada federal para ajudar a captar recursos no Governo Federal. Ela avaliou que esta demanda e críticas recairiam sobre qualquer pessoa que tivesse sido eleita prefeita da cidade. “O que eu quero fazer é ajudar na medida do possível para que nós tenhamos recursos.” Ela mencionou que o fim do período chuvoso deve se aproximar, lembrando que tradicionalmente se considerava o Dia de São José, 20 de março, como marco para a mudança no clima, quando a situação costuma se estabilizar. “Antigamente, era o dia em que as chuvas paravam; agora vai mais, mas, se São José ajudar este ano, eu acho que aí os serviços vão começar a andar mais rapidamente e a população pode ver que as coisas estão começando a voltar para os trilhos.”