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Декабрь
2015

Influente estudioso do Sudeste Asiático, Benedict Anderson morreu neste domingo

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O estudioso Benedict Anderson, acadêmico da Universidade de Cornell que se tornou uma das vozes mais influentes no debate sobre nacionalismo e questões relativas ao Sudeste Asiático, morreu neste domingo, aos 79 anos.

Segundo relatos da imprensa da Indonésia, o professor teria morrido durante o sono, em uma visita à cidade de Malang, na ilha de Java. A causa da morte ainda é desconhecida, mas a família nega que ele estivesse doente. "Ele era idoso. Devia estar muito cansado. Provavelmente encontrava-se exausto", disse Wahyu Yudistira, filho do estudioso.

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O livro de Anderson mais conhecido internacionalmente é Comunidades Imaginadas, publicado no Brasil em 2008, pela Companhia das Letras. Ao longo no volume, o autor questiona boa parte dos lugares-comuns a respeito do nacionalismo, como a tendência em confundi-lo com racismo e fascismo ou de tratá-lo como uma síndrome quase patológica. O estudo busca levantar como o nacionalismo expressa esperanças e preconceitos gerados no calor da vida social.

De origem anglo-irlandesa, o acadêmico nasceu em Kunming, na China em 1936, e cresceu nos Estados Unidos. Sua formação superior se deu em Cambridge, Reino Unido, com doutorado na universidade norte-americana de Cornell, com tese era sobre a situação política na Indonésia.

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O trabalho fez com que o autor fosse banido por Jacarta até 1999, ficando impedido de entrar no país governado pelo ditador Shuarto, que foi chefe de Estado por 31 anos.

Anderson também fez estudos sobre a ocupação militar indonésia na antiga colônia portuguesa de Timor  Leste, destacando-se com o trabalho Imagining East Timor, de 1993. "Ao longo dos anos, tem-me surpreendido muitíssimo a forma extraordinária como Timor foi 'fechado', não apenas ao mundo exterior, mas também ao resto da Indonésia", afirma o texto.

Nas últimas semanas, o autor teria feito reuniões com a editora anglo-americana Verso Books para ajustar detalhes do lançamento da versão inglesa de seu livro de memórias, A Life Beyond Boundaries, lançado anteriormente no Japão.

Segundo postagem Marjin Kiri, editor indonésio de Anderson, a morte se deu dois dias após uma conferência do estudioso sobre anarquismo e socialismo. O corpo deverá ser cremado, e as cinzas lançadas ao Mar de Java, como expresso em testamento.

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